In Definições

Não quero rótulos. Limitações. Definições. Busco a liberdade plena do meu ser; Poder ser quem eu quiser na hora que bem entender. Não preciso de molduras, encaixes em regras sociais, em máscaras que a sociedade cria. Não pedi a ninguém que me tome como um bibelô, uma criança necessitada de babá. Me deixem livre!
Não me vigiem, não me olhem com esses olhos de espanto, típicos dos hipócritas. HIPOCRISIA SIM! Esse mundo fantástico que criamos, onde existe o livre arbítrio seguido de dedos na cara é a nossa realidade. Não sejamos mentirosos, encabuladores da verdade. Digo mais, não sejamos inocentes em achar que o mundo é belo e cada um vive sua vida. MENTIRA! Muita gente vive a vida do outro. A vida que ela queria ter mas não pode, é covarde demais para isso. Então, é muito mais vantajoso se esconder sob o véu da religião, do puritanismo, das regras, do julgamento. Se despir dos pré- conceitos pra quê se é bem mais fácil julgar? Humanos...
Errar é humano, certo!? Consertar o erro é uma “evolução de espírito”. Mas o que dizer daqueles que insistem no erro? Seriam os pré- humanos? Se for assim, muita gente deveria estar numa escala abaixo da humanidade. Muitos de nós deveríamos ter vergonha de sermos chamados de “Seres Humanos”. SIM! Muitos de nós somos feios demais para isso. Impregnados de preconceitos, ódio, convenções. O mundo animal é quase sempre mais humano que o nosso. Não se vê “disse me disse”, fofoca, apontamento, deboche, discriminação. Se o Leão quer comer outro leão, problema é dele. Se a macaca quer dar pra outro macaco, que faça. Se o lobo quer ir embora de sua matilha, ele é livre. Ninguém é preso a ninguém. Não há cobranças, imposições!
Não estou aqui defendendo uma libertinagem, longe de mim. Só clamo pela liberdade. Que cada um seja livre pra ser o que quiser. “Eu não posso causar mal nenhum a não ser a mim mesmo...” A vida é minha, os riscos são meus. Me diz pra que você precisa “se preocupar” com seu vizinho? Deixa ele em paz, sendo o que lhe der na telha.
Já me acostumei com meus rótulos: Lésbica, drogada e afins. Vivi sempre de bem com eles. Não me importavam, estavam ali, guardados pra quem precisasse deles. Eu nunca precisei. Mas sei que muita gente os usou... que pena! Simplesmente me formatou a um modelo que está longe da minha essência. Eu agradeço àqueles que tiveram a sutileza de expandir meu ser, em enxergar através das aparências... Sorte de todos que levam ao pé da letra a máxima “As aparências enganam.” E como enganam!
Hoje me revoltei com as definições em geral. Principalmente as minhas, que são a que me interessam. Somente essas. As suas, deixo pra você. Eu não quero mais ser taxada como isso ou aquilo. Não quero ser limitada a adjetivos que os outros criam sem ao menos me consultar. Não quero! Direito meu! “Já que não me entendes, não me julgues, não me tentes...” Não me tente a ser o que não quero ser. Não tente me deixar como não sou.
E se eu fosse lésbica? Se fosse drogada? Casta? Piranha? Beata? O que isso iria implicar na vida alheia? Merda nenhuma! Pra que essas definições? Assim é mais fácil identificar aquilo/aquele que não conhece, que tem medo de conhecer? Ou melhor, assim você enxerga no outro o que gostaria de ser e não tem coragem de assumir? Pra primeira pergunta, larga mão dos julgamentos precipitados e se abre pro novo, pra ir fundo na essência de alguém. Descobrir que ela é muito mais do que atos e pele. Pra segunda, toma vergonha na cara e se assume como você é. Deixa o mundo ver o seu interior. Viver é muito melhor que existir!
E pra viver de verdade, uma coisa basta: LIBERDADE!
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    Um emaranhado de pessoas, gestos, palavras, cheiros, sensações, lembranças e um toque de personalidade. Conheço meus limites e nem por isso me limito. Em eterna busca de mim... Será que um dia me encontro por ai? Sem querer rotular, já me rotulei...

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